Campina Grande assistiu a um Ato Político extraordinário: A concessão do Título de Cidadã Campinense à Reitora da UEPB (Universidade Estadual da Paraíba), nossa assumida e declarada camarada Marlene Alves.
As dependências da Câmara de Vereadores nunca tinham visto tanta gente nos seus sete anos de mandato, afirmou o Presidente da casa, Vereador Nelson Gomes Filho. O auditório – em outras casas legislativas chamam de galeria – com capacidade para aproximadamente 300 pessoas estava completamente lotado nas cadeiras e nos espaços, que as pessoas ocupavam de pé. Uma sala lateral acolhia mais de cinquenta pessoas que a todo tempo se revezavam, entrando e saindo.
Todas as pessoas esperavam ansiosas o início da sessão, via-se no tom baixo das conversas que explodiram em aplausos – por três vezes de pé – à fala da homenageada. Nesses trinta anos de sua reorganização, o PCdoB da Paraíba jamais protagonizou um ato político de tamanha envergadura!
Porém, não foi apenas a quantidade. A representatividade política e social foi outro fator exponencial. A maioria dos Vereadores estava presente; O Bispo de Campina Grande Dom Jaime Vieira Rocha lá esteve e fez questão de falar na sessão; o representante do Prefeito de Campina Grande Veneziano Vital; a mãe do senador Cássio Cunha Lima, Dona Glorinha; o reitor da Universidade Federal de Campina Grande, Thompson Mariz; representante da Guarnição Militar; os ex-Secretários de Educação do Estado, Neroaldo Pontes e Sales Gaudêncio; o presidente estadual do PCdoB Cristiano Zenaide e uma comissão de dirigentes partidários; representantes de vários partidos políticos; e os militantes do PCdoB de Campina Grande também compareceram contagiando a todos e todas com seu entusiasmo.
O discurso de Marlene foi uma peça! Fez as homenagens iniciais e o ponto de partida foi o camarada Benjamim Pereira, uma espécie de decano do PCdoB na UEPB. Lembrou a infância em Itaporanga e a saga da adolescente que arribou do Sertão para a cidade, para poder continuar os estudos, para ser alguém na vida, lá pelos idos de 1979.
Falou da verdadeira epopeia quando à frente da Associação de Docentes teve até que – literalmente – correr atrás de governador para fazer chegar e valer as reivindicações dos professores e professoras seus colegas. Foi comedida. Não entrou nos detalhes de narrar o que talvez tenha sido a “via crucis” sua e da comunidade acadêmica da UEPB, mas que, com certeza, foi o elo para a mais significativa e histórica conquista da UEPB: sua autonomia financeira, consagrada em lei do Estado da Paraíba.
E não deixou por menos, como algumas vezes alguns esquecem. Proclamou alto e bom som, palavra por palavra, letra por letra, a importância do seu aprendizado na escola do P-a-r-t-i-d-o C-o-m-u-n-i-s-t-a d-o B-r-a-s-i-l.
Encerrou com a mensagem de seu irmão mais velho – aquele que a gente escolhe como pai, quando este se vai, como a irmã mais velha vira nossa mãe. Alertou que talvez não contivesse as lágrimas. Balbuciou, mas as conteve. O que não conseguiram muitas pessoas no auditório. Ofereceram-lhe lenços de papel, mas ela não usou!
Marlene é assim. Falando ao auditório faz com a mesma simplicidade como se estivesse conversando com as pessoas. Mesmo abordando temas e assuntos sérios e até ríspidos, não esconde seu sorriso que parece que acorda com ela e nunca dorme. Ela consegue levar à prática da forma mais sincera, o lema de Che Guevara: “Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamais”.
Na saída uma jovem disse-me ao ouvido: Essa Marlene é danada. Essa mulher vai ser prefeita de Campina e não tem quem tire!
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Simão Almeida é engenheiro eletricista, formado pela Universidade Federal da Paraíba. Foi líder juvenil no Centro Estudantal Campinense. Por sua militância política precisou se exilar da Paraíba e assumiu nova identidade no Estado de Goiás, “voltando a ser Simão de Almeida Neto” somente depois da abertura política. Sindicalista, foi presidente da Associação dos Servidores da UFPB, onde aposentou-se como técnico-administrativo. Ajudou na reorganização do Partido na Paraíba, foi seu Presidente durante vários anos e Deputado Estadual pelo PCdoB entre 1991 e 1995. Atualmente é Secretario Estadual de Organização.



Caro Simão,
parabéns pela sua muito competente, lúcida e oportuna fala. Nela se revela a virtude da síntese que com menos palavras expande ao máximo os sentidos daquele grandioso evento de justíssima homenagem e acolhimento oficial da mais nova cidadã campinense, Marlene alves.
Em sua brevidade discursiva sobre a mais do que merecida honraria conferida a atual Reitora da UEPB, você seleciona aspectos simbólicos daquele histórico e marcante dia de festividade e esperança, bem como ressalta fatos, retirados do discurso da Magnífica, referentes à trajetória dessa grande liderança forjada na luta política e acadêmica, alimentada pelo sonho de uma grande Universidade e testada pela competência administrativa, ousadia, visão humanista, responsabilidade social, zelo pelo patrimônio público e rigor na ética.
Quando você se refere ao sorriso de Marlene, não há como não lembrar de uma grande lutador pela causa social:
“Pouca coisa é necessária para transformar inteiramente uma vida: amor no coração e sorriso nos lábios.” (Martin Luther King)
Ressalto, ainda, que, muito mais do um sorriso “fabricado”, comum a certas pessoas públicas, o riso de Marlene é revolucionário, pois contestando a realidade, às vezes, antagônica, insiste na “pureza da resposta das crianças, que a vida [pode ser] é bonita”. Quem conhece Marlene sabe que o seu sorriso é mesmo expressão da alegria de quem tem pureza de corção, sentimento bem tecido pelas palavras de um dos maiores líderes da humanidade:
“Felicidade é quando o que você pensa, o que você diz e o que você faz estão em harmonia” (Mahatma Ghandi)
Quando o solo é fértil,
a semente é boa
e há agricultores dispostos
a plantar e regar,
a colheita é certa.
Vamos em frente!
Eli Brandão
Estava presente na entrega do título de cidadã campinense a Marlene Alves e lá pude perceber de forma mais evidente o quanto esta mulher é querida e especial. A sua fala pontual e verdadeira arrancou aplausos de uma plateia completamente emocionada.
Conheci Marlene Alves através da minha companheira Glauce Jácome, ambas participavam da tão conhecida greve de fome em protesto a certas políticas da UEPB. Naquela época Marlene já demonstrava sua capacidade de articulação e o desejo de mudar práticas políticas que ainda se arrastam no nosso estado.
Passados todos esses anos, Marlene Alves nos mostra na prática que tem realmente compromisso com o que faz, quem acompanha sua gestão frente a reitoria da UEPB só pode ter uma atitude, aplaudi-la.
O que me deixa mais encantando no seu jeito de ser é a sua simplicidade, uma mulher sem muitas vaidades, que evita os holofotes e sempre com a atitude de valorizar aqueles que realmente merecem.
Não tenho nenhuma dúvida de que MARLENE ALVES do PCdoB é o nosso melhor quadro para disputar a prefeitura da nossa Campina. Já vesti esta camisa, e.
Não tem quem tire.
Fredi Guimarães
A homenagem da Câmara dos Vereadores de Campina Grande concedendo o Título de Cidadã Campinense à Marlene Alves, Reitora da UEPB, foi uma das mais justas dos últimos tempos. Marlene, por sua história de luta em defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade, por sua compreensão do significado da UEPB como patrimônio inalienável do povo da Paraíba, por sua incansável atuação em defesa dos trabalhadores da educação, por sua inegável capacidade de gestão de recursos públicos e por sua comprovada liderança no meio acadêmico e político de Campina Grande, mereceu, e merece, um lugar de destaque junto ao povo da cidade. Parabéns Marlene, parabéns Campina Grande.
Paraiba é um exemplo de luta e resistencia das esquerdas. Ver, Ouvir e Ler os avanços e êxitos da gestão da Professora Marlene, ícone de luta, mulher e guardiã do objeto e objetivos sociais da UEPB na perspectiva e luta pela Universidade Pública e de Direito, tem nos trazido força, alegria e espero onde mirar e migrar nossa fé e ação. Com efeito a celébre frase de Chê, ecoa em sua equipe de asse ssoria em especial na figura do professor Benjamim, incansável pelo reconhecimento da inserção das gentes no direito ao acesso ao direito à educação.
Parabéns!!!
Prof@: Josélia Batista
Eu tenho tanto orgulho! Me lembrar da trajetória dela, de passar o natal na praça dos três poderes porque eu sabia que minha mãe estava em busca de condições melhores para a universidade, dos dias ausentes, das reuniões, tudo valeu a pena. Porque eu tenho muito orgulho de ser filha de uma mulher de luta! Que não me ensinou lições de matemática, mas lições de vida. Me ensinou o que é ser mulher de verdade, e acima de tudo, o que é ser humana e cidadã.Parabéns pelo artigo Silmão, lindo e faz jus a bela história da minha mãe querida.
NÃO TEM QUEM TIRE & NÃO TEM QUEM TEM TOME
Simão Almeida sentou ao meu lado naquela magnífica festa em que a Câmara Municipal de Campina Grande concedeu o Título de Cidadania Campinense a reitora da UEPB, professora Marlene Alves. Conduzido pelas vozes que ecoavam de todos os recintos, Simão não se continha e de vez em quando se acostava aos meus ouvidos para expressar suas suas emoções, naquele momento histórico-político tão importante para todos nós, que fazemos o Partido Comunista do Brasil. Foi um momento singular, estávamos, sim, absorvidos pelos discursos que se sucediam entremeados pela leitura dos telegramas que justificavam as ausências e pelos inúmeros registros de presenças. A emoção maior ficou por conta do discurso de Marlene,a leveza de expressão e o sentido das palavras pouco a pouco pronunciadas nos conduziam a um rememorar de vida, de uma menina de Itaporanga, desconhecida nos anos 70, a uma mulher pública que se fez Campinense, pelos seus gestos sociais e de cidadania que há décadas têm conduzido suas ações na Rainha da Borborema.
Demorou mas chegou….
Quem bom, serei a primeira a comentar o post e no blog (eu acho!).
Querido Simão, não posso mensurar a alegria e a emoção que me tomaram ao ler seu texto. Você é um ícone do PCdoB na Paraíba e sua opinião tem muita força para quem está longe e precisa ter um termômetro da realidade. Nesse artigo você nos brindou com algo mais, com o sentimento de ver nosso Partido forte e cheio de perspectivas. Chorei. E fiquei com o coração aos pulos esperando os novos momentos dessa história. Assim devem estar os paraibanos de perto ou de longe, de fato ou de direito; todos nós com uma vontade imensa de ajudar de algum jeito e de comemorarmos juntos um novo tempo na política paraibana. Um xêro gigante para você e para os camaradas da minha Terra Amada!